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domingo, 18 de outubro de 2026

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SAÚDE

Padilha defende interdição técnica de produtos Ypê e cita órgãos estaduais

Ministro Alexandre Padilha afirma que interdição de produtos Ypê foi técnica e envolveu órgãos estaduais e diretor indicado no governo Bolsonaro. Ele rebate críticas sobre politização da medida sanitária.

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Padilha defende interdição técnica de produtos Ypê e cita órgãos estaduais

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou nesta segunda-feira que a interdição de lotes de produtos da Ypê pela Anvisa foi uma decisão estritamente técnica. Ele destacou a participação de órgãos ligados à gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e de um diretor da agência indicado durante o governo de Jair Bolsonaro no processo de fiscalização.

A declaração surge em meio a uma campanha nas redes sociais de aliados do ex-presidente que acusam a Anvisa de perseguição política à empresa. Padilha rebateu as críticas, classificando a tentativa de politizar o assunto como irresponsável e desinformativa, e reforçou o compromisso da agência com a saúde pública.

A Anvisa determinou o recolhimento de lotes de detergentes, lava-roupas e desinfetantes fabricados em Amparo (SP) após inspeção em abril. O relatório apontou problemas estruturais e risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, inclusive em produtos já identificados pela própria empresa. A fabricação foi suspensa temporariamente.

Segundo Padilha, a fiscalização é um processo contínuo, acompanhado há meses e com participação de técnicos estaduais. Ele mencionou Daniel Meirelles Fernandes Pereira, diretor técnico da Anvisa indicado no governo Bolsonaro, como parte da atuação técnica da agência.

A Ypê recorreu da decisão e obteve uma suspensão temporária, aguardando nova análise da diretoria colegiada da Anvisa nesta quarta-feira.

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