A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial em 2024 subiu de 4,89% para 4,91%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A estimativa considera a pressão dos combustíveis, influenciada pela guerra no Oriente Médio, e já é o nono aumento consecutivo, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.
A meta de inflação para este ano é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,88%, impulsionado pelos setores de transportes e alimentação. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,14%.
Para os próximos anos, as projeções da inflação são: 4% em 2027, 3,64% em 2028 e 3,5% em 2029. As expectativas para a taxa Selic (juros básicos da economia) foram mantidas em 13% para o fim de 2026, 11,25% para 2027 e 10% para 2028 e 2029. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual na última reunião, para 14,5% ao ano, mas o conflito no Oriente Médio exige cautela nas decisões futuras.
A estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2024 permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção é de 1,76%, e para 2028 e 2029, o mercado espera expansão de 2% ao ano. A cotação do dólar para o final de 2024 está prevista em R$ 5,20, e para o fim de 2027, em R$ 5,30.