Cem gramas de café arábica da variedade geisha, cultivado na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas (MG), foram vendidos por R$ 10 mil em um leilão online. A negociação, realizada em 24 horas, pode resultar na xícara de café mais cara do país, com custo superior a R$ 1,4 mil por unidade, caso os 100 gramas sejam utilizados para preparar cerca de 1,4 litro da bebida. O microlote, selecionado manualmente e submetido a fermentação a frio por sete dias, obteve 92 pontos em avaliação sensorial.
Os pacotes de 50 gramas cada iniciaram com lances de R$ 1 e foram arrematados conjuntamente pela exportadora Coffee Senses e pela corretora Tribo da Cafeína. No início de maio, outro microlote da mesma variedade e fazenda, com 70 gramas, foi vendido por R$ 3 mil em leilão similar.
O produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho expressou surpresa com os valores alcançados, que superaram suas expectativas. Ele vê as negociações como um reflexo da crescente valorização do café como produto de luxo e almeja que seu cultivo e consumo atinjam reconhecimento mundial, similar ao do vinho. O produtor também destacou o "Projeto Raros", focado em aproximar as famílias da produção na fazenda.