O Governo de São Paulo aplicou uma multa recorde de R$ 1,04 bilhão à rede varejista Fast Shop. A penalidade, a maior já registrada no país com base na Lei Anticorrupção, foi determinada pela Controladoria Geral do Estado (CGE-SP) após a constatação de que a empresa ofereceu vantagens indevidas a agente público, obteve benefícios tributários de forma irregular e interferiu em fiscalizações da administração tributária.
As investigações apontaram que a Fast Shop utilizou os serviços da Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., representada pelo ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, para recuperar créditos tributários de ICMS. A empresa sabia que informações privilegiadas estavam sendo usadas indevidamente, com o auxílio do próprio certificado digital da Fast Shop.
Segundo o governo estadual, o esquema permitiu à Fast Shop obter R$ 1,04 bilhão em créditos tributários de forma irregular, prática conhecida como mineração de dados fiscais. O valor da multa foi equiparado ao total da fraude, que causou prejuízo ao Tesouro do Estado.
A ação teve origem na Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Em setembro do mesmo ano, o MPSP firmou um Acordo de Não Persecução Penal com dois sócios e o diretor estatutário da empresa, que pagarão R$ 100 milhões em prestação pecuniária.
A Agência Brasil buscou contato com a Fast Shop para posicionamento.