A Bolsa de Valores brasileira fechou em queda de 1,19%, aos 181.908 pontos, nesta segunda-feira (11), com investidores apreensivos com o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O dólar, por sua vez, manteve-se estável, fechando abaixo da marca de R$ 4,90.
A alta do petróleo e o temor de que isso dificulte o corte da taxa Selic pressionaram o Ibovespa. A valorização das commodities reforçou a percepção de pressão inflacionária global e aumentou as dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros no Brasil e em outros países.
A cautela global com a guerra no Oriente Médio e a possibilidade de juros elevados nos Estados Unidos também contribuíram para a aversão ao risco no mercado brasileiro. Apesar de resultados corporativos considerados robustos, a fuga de capital estrangeiro e a piora nas perspectivas inflacionárias limitaram o otimismo.
O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,891, com leve baixa de 0,10%. A moeda sustentou ganhos frente a outras divisas emergentes no exterior após os Estados Unidos rejeitarem a proposta iraniana para encerrar o conflito.
O barril do petróleo Brent fechou em alta de 2,88%, a US$ 104,21, e o WTI subiu 2,78%, a US$ 98,07.