A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira (12/05) para definir se mantém a interdição parcial da fábrica da Ypê em Amparo, no interior de São Paulo. A unidade teve a produção de 25 itens, entre detergentes, sabão em pó e desinfetantes, suspensa na última quinta-feira (07/05) após fiscalização identificar problemas de higiene e contaminação por bactéria.
A Ypê apresentou recurso contra a decisão, o que suspendeu os efeitos da interdição até a análise do colegiado da Anvisa. Apesar disso, a empresa decidiu interromper voluntariamente a produção na unidade para agilizar as adequações exigidas pelas autoridades sanitárias.
O diretor da Anvisa, Leandro Pinheiros Safatle, afirmou em entrevista ao Fantástico que a agência segue a ciência e a melhor tecnologia, garantindo o direito de ampla defesa à empresa. "A Anvisa segue a ciência e melhor tecnologia. E é assim que ela faz esse processo, de forma rotineira. E damos direito à ampla defesa à empresa", declarou Safatle.
Relatórios da Anvisa indicam sujeira e resultados fora de especificação microbiológica entre dezembro de 2025 e abril de 2026, com a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em 80 lotes de produtos acabados. Estes lotes não foram reprovados pelo controle de qualidade e estavam armazenados.
A Ypê informou que reforçou seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e pretende concluir em breve o plano de ação para adequação sanitária da unidade industrial. A empresa reiterou seu compromisso com a qualidade e segurança, buscando uma solução definitiva em diálogo com as autoridades.
A recomendação atual da Anvisa é que consumidores suspendam o uso de produtos da marca cujos lotes terminem com o número 1, das categorias lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos na linha afetada. Lotes de produtos fabricados entre abril e setembro de 2025 estão sob análise.