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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Presidenciáveis da direita criticam suspensão da Lei da Dosimetria e miram Moraes na pré-campanha

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Presidenciáveis da direita criticam suspensão da Lei da Dosimetria e miram Moraes na pré-campanha

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Em meio à pré-campanha presidencial, pré-candidatos da direita reagiram com veemência à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria. A suspensão, que aguarda análise completa da Corte, foi criticada por Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que miraram o magistrado em seus pronunciamentos neste sábado, 10 de maio de 2026.

A decisão de Moraes ocorreu no contexto de uma execução penal ligada a uma condenada pelos atos de 8 de janeiro. O ministro considerou "fato processual novo e relevante" as ações apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação Psol/Rede, que questionam a constitucionalidade da lei, e recomendou a suspensão por "segurança jurídica", sem estipular prazo para a análise do mérito pelo plenário.

Flávio Bolsonaro classificou a medida como uma "canetada burocrática" contra uma decisão do Congresso. "Mais uma vez é a democracia que fica abalada. É uma decisão do Congresso Nacional [...] que, numa canetada monocrática, mais uma vez, o ministro do Supremo revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo", declarou.

Romeu Zema acusou Moraes de se considerar "intocável" e de "atropelar o Congresso". Em suas redes sociais, Zema afirmou que o ministro, "sem ter recebido um único voto, desrespeita representantes eleitos pelo povo".

Ronaldo Caiado, por sua vez, emitiu nota classificando a suspensão como "um ataque à democracia e à separação dos Poderes". O governador de Goiás considerou a decisão "deplorável" e afirmou que Moraes "ultrapassa os limites da relação institucional".

Parlamentares da base do governo Lula (PT), no entanto, elogiaram a decisão. A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT/PR) celebrou que a suspensão "mostram que o retrocesso da anistia/redução de penas não foi consumado". Segundo ela, "o acordão para beneficiar Jair Bolsonaro e seus cúmplices não está acima da Constituição". O presidente Lula não comentou o caso. Fonte: O Globo.

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