Ir para o conteúdo

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Oposição ameaça PEC da Anistia após STF suspender Lei da Dosimetria

Oposição ameaça ressuscitar PEC da Anistia após STF suspender Lei da Dosimetria. Parlamentares criticam decisão de Alexandre de Moraes e planejam reagir no Congresso.

Compartilhe
WhatsApp
Oposição ameaça PEC da Anistia após STF suspender Lei da Dosimetria

A oposição no Congresso Nacional ameaça ressuscitar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Anistia em resposta à suspensão da Lei da Dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão de Moraes, proferida no último sábado (09/05/2026), suspendeu a aplicação imediata da lei, que poderia reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, até que a Corte analise o mérito das ações que questionam sua constitucionalidade.

Parlamentares da oposição, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusam Moraes de "afrontar a soberania do Legislativo" e planejam articular uma anistia "ampla, geral e irrestrita" para os envolvidos nos atos antidemocráticos. Um líder oposicionista, em condição de anonimato, afirmou ao GLOBO que seria possível aprovar a PEC em uma semana, necessitando, contudo, de apoio das presidências da Câmara e do Senado, além de amplo consenso, o que se mostra improvável.

A Lei da Dosimetria foi aprovada pelo Congresso Nacional com 291 votos favoráveis na Câmara e 48 no Senado. O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao texto foi derrubado posteriormente, com 318 deputados e 49 senadores.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) classificou a decisão de Moraes como uma "afronta à vontade do Congresso" e defendeu uma reação institucional. "Chama-se democracia representativa quando o povo governa por meio de seus eleitos. Chama-se outra coisa quando um juiz governa sozinho acima de todos", declarou.

Em contrapartida, parlamentares governistas celebraram a decisão. A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), cujo partido é autor de uma das ações contra a lei no STF, considerou a medida "muito positiva" e expressou expectativa de que o Supremo atenda aos argumentos apresentados.

A suspensão da lei não abrange o julgamento do mérito das ações de inconstitucionalidade nem estabelece prazo para a análise pelo plenário do STF, o que gerou cautela entre parlamentares de ambas as esferas.

Fonte: O Globo

Leia também