O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (8) que o Brasil está aberto a negociar com todos os países, sem restrições, e criticou a postura de subserviência em relações internacionais. A declaração ocorreu durante evento em Brasília, um dia após seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. Lula destacou que disse a Trump que não há temas vetados para discussão entre Brasil e EUA, citando áreas como big techs, crime organizado e questões comerciais.
"Não tem veto para discutir. Quer discutir crime organizado? Nossa Polícia Federal está preparada para combater o crime organizado aqui e lá fora", declarou Lula.
O presidente ressaltou a importância da reciprocidade e do respeito mútuo nas relações diplomáticas. "Ninguém respeita quem não se respeita, ninguém respeita lambe-botas", enfatizou, comparando a si e a Trump a "homens de 80 anos" que não têm tempo a perder e precisam ser diretos.
Lula reiterou a orientação para que as equipes de ambos os governos resolvam em até 30 dias o impasse sobre tarifas de exportação e investigações comerciais. O presidente reafirmou a política externa brasileira de "braços abertos" para negócios, desde que a soberania nacional seja garantida.
Em suas redes sociais, Trump descreveu a conversa com Lula como produtiva, abordando "muitos tópicos", incluindo questões comerciais e tarifas, e classificou o presidente brasileiro como "um presidente muito dinâmico".