A temporada de futebol na América do Sul é marcada por problemas recorrentes, incluindo racismo sistêmico e a ineficácia da Conmebol em punir os infratores. O caso mais recente envolveu a interrupção da partida entre Independiente Medellín e Flamengo, após incidentes racistas. O Brasil, apesar de ser o único país a tratar o racismo como crime, se vê frequentemente na posição de vítima, enquanto a Conmebol, embora promova campanhas, falha na aplicação de punições pós-denúncia.
A entidade máxima do continente tem sido criticada por focar em punir quem a contesta, como no caso do técnico Renato Gaúcho. Multas, muitas vezes debitadas diretamente de premiações, são a sanção mais comum, mesmo quando os clubes tentam burlar regras, como o Cerro Porteño ao alterar as dimensões de seu campo. Outros casos, como os de Boca Juniors contra Cruzeiro e Santa Fé contra Corinthians, evidenciam a persistência de violência e táticas antidesportivas, com pouca ou nenhuma consequência para os clubes.
O jogo entre Independiente Medellín e Flamengo foi interrompido e posteriormente reiniciado com portões fechados, levantando dúvidas sobre futuras sanções. A situação reflete uma gestão que parece priorizar a arrecadação através de multas em detrimento da erradicação de práticas inadmissíveis no esporte.