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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro muda discurso sobre reeleição e fala em mandato de oito anos

Senador Flávio Bolsonaro contraria postura anterior sobre fim da reeleição e declara que um eventual governo seu poderia durar oito anos. Em Florianópolis, minimiza declaração e reitera ser contra a reeleição, mas defende mandato mais longo. Crítica a Alexandre de Moraes por suspensão da Lei da Dosimetria.

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Flávio Bolsonaro muda discurso sobre reeleição e fala em mandato de oito anos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (8) que um eventual governo seu poderia durar oito anos. A declaração, feita em Santa Catarina, contradiz falas anteriores do senador que indicavam o cumprimento de apenas um mandato. A mudança de postura foi iniciada em fevereiro, como parte de uma estratégia para ampliar o diálogo com o Centrão e setores da direita.

“O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho [Mello, governador de SC], seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, onde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependem de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias”, declarou o senador.

Em Florianópolis neste sábado (9), Flávio Bolsonaro minimizou a declaração, chamando-a de “distorção”. Ele reafirmou ser contra a reeleição, mas defendeu a ampliação do mandato presidencial. “Eu sou contra a reeleição, mas eu acho quatro anos muito pouco para um mandato só. Isso vai ser uma discussão que vai ter no Congresso. Eu não quero a reeleição. Vou trabalhar para que a PEC seja aprovada. Eu acredito que ela vai ser aprovada, mas convenhamos, quatro anos acho muito pouco para um mandato só para tanta coisa que o Brasil precisa arrumar”, disse.

A proposta de Flávio Bolsonaro, apresentada em fevereiro, prevê o retorno ao modelo anterior a 1997, quando presidentes não podiam se reeleger para o mesmo cargo. O senador argumentou que o sistema atual incentiva governantes a priorizar a lógica eleitoral em detrimento de decisões administrativas e enfraquece a alternância de poder.

A declaração ocorreu durante o lançamento da chapa de reeleição do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). A chapa inclui Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, indicados para o Senado.

Em outro momento do evento, Flávio Bolsonaro criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria. “Parece, mais uma vez, um jogo combinado; mais uma vez é a democracia que fica abalada. É uma decisão do Congresso Nacional, em sua grande maioria, defendendo a lei da anistia, que, numa canetada monocrática, mais uma vez, o ministro do Supremo revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo. Mas o Brasil parece que está se acostumando com isso, mas nós não vamos nos acostumar”, afirmou.

O senador acusou Alexandre de Moraes de ter feito um “jogo combinado” com o relator do texto no Congresso, o deputado Paulinho da Força. “Eu acho estranho, porque foi o próprio Alexandre de Moraes que escreveu o texto que foi aprovado no Congresso Nacional. Foi ele quem interditou o debate no Legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, porque nós queríamos a anistia ampla, geral e irrestrita. E, estranhamente, o relator na Câmara tem muita proximidade com o ministro, porque parece que ele recebia diretamente dele, perguntando o que poderia ou não estar nesse texto da dosimetria”, declarou.

Fonte: O Globo

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