Uma antiga lição de política, frequentemente repetida por veteranos da velha guarda mineira, adverte: "A esperteza, quando é muita, vira bicho e engole o dono". Essa máxima parece ecoar no cenário político atual, com o ex-governador Cláudio Castro se vendo em uma posição delicada. Castro renunciou ao governo em 23 de março de 2026 para concorrer ao Senado Federal, mas sua trajetória foi abruptamente interrompida por um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em uma decisão de 24 de março de 2026, o TSE condenou Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, impondo uma inelegibilidade de oito anos. A condenação, que ocorreu por 5 a 2 votos, lança uma sombra sobre suas aspirações senatoriais e pode significar o fim de sua carreira política.
Castro, que governou o Rio de Janeiro de 2020 a 2026, já havia se tornado governador após o impeachment de Wilson Witzel. Sua reeleição em 2022 parecia consolidar seu poder, mas as acusações e o subsequente julgamento no TSE revelam a fragilidade de sua posição.
A renúncia preventiva, motivada pelo julgamento iminente, não o salvou das consequências legais. Agora, o futuro político do ex-governador está em suspenso, servindo como um exemplo contundente da advertência sobre os perigos do "excesso de esperteza".