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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Desinformação sobre PL da Misoginia viraliza nas redes

Estudo do Observatório Lupa aponta uso de inteligência artificial e políticos de direita na disseminação de notícias falsas sobre o PL da Misoginia.

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Desinformação sobre PL da Misoginia viraliza nas redes

O Projeto de Lei da Misoginia tem sido alvo de uma intensa onda de desinformação nas redes sociais, orquestrada por políticos de direita. Um estudo do Observatório Lupa revelou o uso de narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos gerados por inteligência artificial para atacar o PL, aprovado pelo Senado em março. O levantamento analisou mais de 289 mil publicações no X, além de milhares de posts no Facebook, Instagram e Threads, entre 24 de março e 30 de abril de 2026. O principal pico de desinformação ocorreu em 25 de março, impulsionado por um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que associou indevidamente o PL da Misoginia a outro projeto de lei. O vídeo alcançou ao menos 751 mil visualizações em 24 horas. As narrativas falsas mais disseminadas alegavam que o projeto restringiria a liberdade de expressão, criminalizaria o ato de perguntar sobre TPM ou até mesmo trechos da Bíblia, além de sugerir demissões em massa de mulheres. O estudo também identificou o uso de IA para criar vídeos falsos sobre as supostas consequências da proposta. Entre os influenciadores da desinformação estão Nikolas Ferreira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador Lucas Pavanato (PL), o comentarista Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes. O relatório do Observatório Lupa destaca o crescimento de termos associados à cultura 'redpill', que enxerga o projeto como uma ameaça aos homens. Os pesquisadores ressaltam que as postagens distorcem o debate ao ignorar que o PL foca em práticas discriminatórias que geram constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida em razão do gênero.

Fonte: Agência Brasil

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