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domingo, 18 de outubro de 2026

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Alphabet desafia Nvidia e mira topo entre gigantes globais impulsionada por IA

Alphabet, dona do Google, consolida sua liderança em inteligência artificial e ameaça superar a Nvidia em valor de mercado. Diversificação e inovação em IA impulsionam a gigante de tecnologia.

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Alphabet desafia Nvidia e mira topo entre gigantes globais impulsionada por IA

A Alphabet, holding do Google, consolida sua posição dominante em inteligência artificial e ameaça destronar a Nvidia como a maior empresa do mundo em valor de mercado. A gigante de tecnologia encerrou a sexta-feira (8) avaliada em US$ 4,8 trilhões, enquanto a Nvidia, líder em chips de IA, atingiu US$ 5,2 trilhões na mesma semana, após uma forte recuperação.

Nos últimos seis meses, a diferença entre as duas encolheu drasticamente. As ações da Alphabet dispararam 43% desde o final de outubro, impulsionadas por um salto de 34% em abril, seu melhor desempenho mensal desde 2004. Em contraste, as ações da Nvidia avançaram apenas 6,3% no mesmo período, ficando atrás de índices como o S&P 500 e o Nasdaq 100.

Investidores veem a ascensão da Alphabet como natural, dada sua presença abrangente em setores cruciais da tecnologia e da IA. Além de competir com a Nvidia na fabricação de chips com suas TPUs (unidades de processamento tensorial), a Alphabet detém negócios gigantes como Google Search, Google Cloud, YouTube e Waymo. A empresa também desenvolveu o modelo de IA Gemini, considerado um dos melhores do mercado, e investe na Anthropic, criadora do modelo Claude.

Luke O’Neill, da Cookson Peirce Wealth Management, destaca a diversificação da Alphabet como um diferencial. "A Nvidia é uma grande empresa, mas pode ser muito mais cíclica caso os gastos com IA desacelerem", avalia. "A Alphabet é tão diversificada que, se um negócio enfraquece, os outros conseguem compensar. É difícil encontrar um fosso competitivo mais amplo que o da Alphabet."

A temporada de balanços recente reforçou o otimismo. A Alphabet superou expectativas em busca e nuvem, e seus chips TPU ganharam destaque, com projeções de receita na casa dos bilhões para os próximos anos. Analistas do Citizens estimam que a receita com infraestrutura de TPUs pode chegar a US$ 3 bilhões em 2026 e US$ 25 bilhões em 2027.

Essa reviravolta contrasta com o cenário de um ano atrás, quando investidores temiam que a IA pudesse prejudicar o negócio principal de busca do Google. A incorporação da IA nas buscas e o sucesso do Gemini mudaram o sentimento do mercado. As projeções de lucro para a Alphabet em 2026 e 2027 foram elevadas significativamente.

Apesar do entusiasmo, o caminho para manter a alta pode ser desafiador. O preço-alvo médio dos analistas sugere uma valorização de apenas 5,4% nos próximos 12 meses, uma desaceleração em relação aos 160% acumulados no ano anterior. Há também o risco de modelos de IA como o Gemini serem superados por concorrentes, como demonstraram as dificuldades passadas das ações da Alphabet.

As ações da Alphabet negociam a 28 vezes o lucro estimado, um múltiplo acima da média histórica, mas considerado justo por alguns investidores. A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, inclusive adquiriu participação na empresa no ano passado, um sinal de confiança em seu modelo de negócios.

Fonte: O Globo

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