A Ypê anunciou neste sábado (9) a ampliação de seus canais de atendimento ao consumidor, ao mesmo tempo em que manteve a suspensão das linhas de produção em sua fábrica de líquidos em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão ocorre mesmo após a empresa obter um efeito suspensivo contra a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que havia ordenado o recolhimento e a interrupção da fabricação de parte de seus produtos devido à suspeita de contaminação microbiológica.
Em comunicado oficial, a Ypê informou ter triplicado a capacidade de atendimento do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) em resposta ao aumento na procura de clientes desde a divulgação das medidas sanitárias. A empresa disponibilizou dois novos números de telefone – 0800 1300 544 e 0800 278 0024 – e um canal digital específico para auxiliar os consumidores afetados.
As linhas de produção afetadas, responsáveis por lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lotes terminados em "1", estão paralisadas desde quinta-feira (7). A suspensão voluntária das operações, segundo a Ypê, visa acelerar o cumprimento das exigências das autoridades sanitárias, mesmo com o recurso administrativo apresentado pela companhia contra a decisão da Anvisa. A empresa pretende concluir nos próximos dias uma nova etapa do plano de ação para adequação sanitária da unidade industrial.
A Anvisa, por sua vez, reiterou em nota que continua não recomendando o uso dos produtos incluídos na medida sanitária, por questões de segurança. O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP) também reforçou o alerta, afirmando que a avaliação técnica sobre os riscos identificados durante a inspeção não foi alterada. A recomendação é que consumidores não utilizem os produtos indicados, que incluem lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes de lotes específicos da marca.
A decisão da Anvisa, que determinou o recolhimento de 25 produtos, foi tomada após uma inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril. Fiscais relataram indícios de contaminação microbiológica e falhas graves nas boas práticas de fabricação.