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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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DEFESA DO CONSUMIDOR

Ypê: Anvisa suspende fabricação e comercialização de 25 produtos após fiscalização

Anvisa suspende fabricação e comercialização de 25 produtos da Ypê após novas falhas em fiscalizações. Empresa recorre da decisão, mas agência recomenda não usar itens afetados.

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Ypê: Anvisa suspende fabricação e comercialização de 25 produtos após fiscalização

A Ypê teve a fabricação e comercialização de 25 produtos suspensas pela Anvisa e pela Vigilância Sanitária de São Paulo. A medida, publicada na última quinta-feira (7), atinge detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos em uma linha específica da fábrica de Amparo (SP).

A decisão ocorreu após novas fiscalizações, em abril deste ano, que apontaram reincidência em falhas nas boas práticas de fabricação. Fiscais identificaram problemas de higiene e limpeza nas áreas produtivas, com acúmulo de sujeira e poeira sobre máquinas e tubulações, indicando risco sanitário.

Em novembro de 2025, uma primeira fiscalização já havia identificado a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras de produtos e apontado falhas documentais e de higiene. Na época, a Ypê realizou um recall voluntário de lotes específicos.

A Ypê apresentou recurso administrativo contra a nova decisão da Anvisa, o que suspendeu os efeitos da resolução até uma nova avaliação colegiada pela agência. Apesar disso, a Anvisa recomenda que os consumidores não utilizem os produtos afetados, cujos lotes terminam com o número 1, até a conclusão da análise.

A empresa, que possui 75 anos de mercado e é líder em diversos segmentos, reafirmou seu compromisso com a qualidade e a transparência, e disse estar dialogando com as autoridades para apresentar esclarecimentos técnicos e encontrar uma solução.

A linha de produção interditada tem capacidade anual para fabricar 23 mil toneladas de detergente e 33 mil toneladas de lava-roupas líquido. A Anvisa não informou quantas unidades precisarão ser recolhidas do mercado, mas a medida atinge produtos fabricados entre abril e setembro de 2025.

A empresa terá um prazo de dez dias para apresentar argumentos e um plano de ação para corrigir os problemas identificados. Caso contrário, poderá ser multada.

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