A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) confirmou neste sábado a participação da seleção nacional na Copa do Mundo de 2026, que inicia em um mês. A decisão vem acompanhada de dez exigências aos países anfitriões – Estados Unidos, México e Canadá – em meio ao conflito no Oriente Médio.
A participação iraniana esteve em pauta desde o início da guerra na região, em fevereiro. O anúncio oficial ocorreu após a negativa de entrada do presidente da FFIRI, Mehdi Taj, no Canadá, devido a seus laços com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), organização considerada terrorista pelo país.
Em pronunciamento à TV estatal, o presidente da FFIRI detalhou as exigências, que incluem a garantia de vistos para toda a delegação, respeito à bandeira e ao hino nacional, além de segurança reforçada. "Todos os jogadores e a comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber os vistos sem qualquer problema", declarou.
A federação afirmou em seu site oficial que o Irã participará do torneio sem comprometer suas crenças e cultura. "Nenhuma potência externa pode privar o Irã de participar de uma Copa para a qual se classificou por mérito", reivindicou.
Apesar das preocupações, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou que os jogadores serão bem-vindos, mas alertou sobre a possibilidade de negar a entrada de membros com vínculos ao CGRI. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já havia garantido que o Irã disputará suas partidas nos Estados Unidos, conforme planejado.
O Irã tem sua base planejada em Tucson, Arizona, e estreia contra a Nova Zelândia em Los Angeles, no dia 15 de junho. Em seguida, enfrenta a Bélgica (21 de junho) e o Egito (27 de junho).
Fonte: O Globo