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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Moraes suspende lei da dosimetria e acirra debate no Congresso

Decisão de Alexandre de Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria e intensifica o debate político entre oposição e base governista sobre a atuação do STF e a vontade do Congresso.

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Moraes suspende lei da dosimetria e acirra debate no Congresso

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (9 de maio de 2026) a aplicação imediata da Lei da Dosimetria, decisão que gerou reações distintas entre a oposição e a base governista no Congresso Nacional.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizaram a possibilidade de uma reação parlamentar, enquanto membros do governo celebraram a decisão, interpretando-a como um sinal de que o STF pode declarar a inconstitucionalidade da norma.

A suspensão, determinada no âmbito de uma execução penal relacionada aos atos de 8 de janeiro, atende a pedidos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da federação Psol/Rede, que questionam a constitucionalidade da lei.

Moraes argumentou que a apresentação dessas ações configura “fato processual novo e relevante” e determinou a suspensão “por segurança jurídica” até que o plenário do STF analise o mérito.

A decisão, no entanto, não estabelece prazo para a análise final. Parlamentares da oposição, como Rogério Marinho (PL-RN), criticaram a medida, classificando-a como um ataque à “vontade popular” e defendendo uma reação do Congresso contra decisões monocráticas de ministros do STF.

Marinho defendeu a aprovação de uma PEC para conter decisões individuais de ministros e propôs uma reforma do Judiciário em 2027.

Por outro lado, a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) considerou a decisão “muito positiva”, indicando que o STF pode acolher os argumentos de inconstitucionalidade da lei.

O líder do Psol na Câmara, Tarcísio Motta (RJ), reiterou a tese de inconstitucionalidade formal e material da norma, argumentando que a lei apresenta um tratamento diferenciado para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Apesar do otimismo governista, parlamentares aliados expressaram surpresa e levantaram questionamentos sobre a distribuição das ações ao gabinete de Moraes, lembrando que ele foi o magistrado responsável por condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro.

O PT, que também acionou o STF contra a lei, avalia que a decisão, mesmo sem analisar o mérito, tem forte impacto político, freando o que chamam de “atalho legislativo” para garantir impunidade.

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