Ir para o conteúdo

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Juros altos e spread bancário impulsionam endividamento familiar; governo lança Novo Desenrola

Juros elevados e altos spreads bancários pressionam o orçamento das famílias brasileiras, levando ao lançamento do Novo Desenrola. Entenda os fatores e as soluções.

Compartilhe
WhatsApp
Juros altos e spread bancário impulsionam endividamento familiar; governo lança Novo Desenrola

A combinação de juros elevados, refletidos na taxa Selic, e altos spreads bancários tem levado ao aumento do endividamento das famílias brasileiras. Em resposta, o governo federal lançou nesta semana o programa Novo Desenrola Brasil, que visa auxiliar na renegociação de dívidas.

O spread bancário, a diferença entre os juros pagos pelos bancos e os cobrados dos clientes, atingiu 34,6 pontos percentuais em março, um aumento em relação aos 29,7 p.p. de março de 2025. Especialistas apontam que o Brasil possui um dos maiores spreads do mundo, contrastando com a média global de cerca de 6 p.p.

A professora de economia Maria Lourdes Mollo, da UnB, explica que a alta da Selic, definida pelo Banco Central, impacta diretamente os juros cobrados pelas instituições financeiras. "Os juros dos empréstimos estão muito altos. Isso tem uma relação direta, sem dúvida nenhuma, com o endividamento das pessoas", afirma. Ela também menciona a precarização do emprego como um fator agravante, levando famílias a se endividarem para cobrir despesas básicas.

A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que 80% das famílias brasileiras possuíam dívidas em abril, um recorde histórico. Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, o endividamento chega a 83,6%, com 38,2% delas com contas em atraso.

O Novo Desenrola Brasil, com duração de 90 dias, oferece descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos, buscando aliviar o orçamento das famílias e estimular a economia.

Leia também