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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro sinaliza cargo para o pai e prefere vice mulher

Senador Flávio Bolsonaro indica que convidaria o pai, Jair Bolsonaro, para um cargo em seu eventual governo e expressa preferência por uma vice mulher. Defesa de Bolsonaro protocola pedido de revisão criminal no STF.

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Flávio Bolsonaro sinaliza cargo para o pai e prefere vice mulher

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira (9) que pretende oferecer um cargo ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso seja eleito. A declaração foi dada durante entrevista ao programa CNN 360°, da CNN Brasil. "O Jair será sempre o meu norte, minha bússola, minha referência, a pessoa com quem eu me consulto. Se ele quiser exercer um cargo no meu governo, é óbvio que vai exercer", disse Flávio. Ele também expressou preferência por uma mulher para compor a chapa como vice: "Ultimamente, eu tenho refletido e as pesquisas têm mostrado, eu tenho preferência por uma vice. É o que nós estamos buscando, a pessoa com experiência que possa agregar de verdade", pontuou.

A entrevista abordou ainda a situação do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil. "São acusações graves que pesam contra ele. Mas ele tem a sorte de ter na relatoria do caso no Supremo um ministro que não vai agir fora dos autos, que vai cumprir a lei e não vai perseguir ninguém", comentou, referindo-se ao ministro André Mendonça. Flávio Bolsonaro negou que estejam negociando o apoio de Ciro Nogueira, mas sim o apoio da federação composta pelos partidos Progressista e União Brasil.

Paralelamente, a defesa de Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (9) uma revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) buscando anular a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão. O pedido, endereçado ao ministro Edson Fachin, surge após a promulgação da Lei da Dosimetria, que pode beneficiar Bolsonaro. No documento de 90 páginas, os advogados alegam cerceamento de defesa e pedem a anulação da delação de Mauro Cid. Caso as nulidades não sejam acolhidas, solicitam o afastamento da condenação por crimes como organização criminosa, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Em outra frente, o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator de ações que questionam a lei da dosimetria. As ações foram movidas pela Federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Moraes solicitou informações ao presidente da República e ao Congresso Nacional, que deverão ser prestadas em cinco dias. Em seguida, os autos serão remetidos à Advocacia-Geral da União e à Procuradoria-Geral da República para manifestação.

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