O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, declarou nesta sexta-feira (9) que pretende convidar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para integrar seu eventual governo, caso seja eleito. Em entrevista ao programa CNN 360°, da CNN Brasil, Flávio afirmou que Jair Bolsonaro será sempre sua "bússola" e "referência", e que, "se ele quiser exercer um cargo no meu governo, é óbvio que vai exercer".
Flávio também sinalizou preferência por uma mulher para o cargo de vice em sua chapa. "Ultimamente, eu tenho refletido e as pesquisas têm mostrado, eu tenho preferência por uma vice. É o que nós estamos buscando, a pessoa com experiência que possa agregar de verdade", disse.
O senador comentou ainda o caso do ministro Ciro Nogueira (PP-PI), mencionando "acusações graves que pesam contra ele", mas ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem um "ministro que não vai agir fora dos autos". Sobre a negociação de apoio, Flávio esclareceu que o foco é a federação composta pelo Progressistas e União Brasil, e não o apoio individual do senador Ciro Nogueira.
Paralelamente, a defesa de Jair Bolsonaro protocolou no STF uma revisão criminal buscando anular a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão. O pedido, endereçado ao ministro Edson Fachin, surge após a promulgação da Lei da Dosimetria pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pode beneficiar Bolsonaro com a redução de penas e flexibilização de regras de progressão de regime.
O documento de 90 páginas alega cerceamento de defesa e pede a anulação da delação de Mauro Cid. Caso as nulidades não sejam aceitas, a defesa pleiteia o afastamento da condenação por crimes como organização criminosa, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A defesa argumenta que o ministro relator, Alexandre de Moraes, decretou o trânsito em julgado precocemente, cerceando o direito recursal.
Em outra frente, o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator das ações movidas pela Federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) que questionam a lei da dosimetria. Moraes solicitou informações ao presidente da República e ao Congresso Nacional em até cinco dias, antes de remeter os autos à Advocacia-Geral da União e à Procuradoria-Geral da República para manifestação.