O Comitê Olímpico do Brasil (COB) está desenvolvendo protocolos para apoiar atletas olímpicas durante a maternidade. A iniciativa visa garantir que as mães possam conciliar carreira e família, rompendo com o antigo paradigma de que a gravidez significava o fim da trajetória esportiva de alto rendimento.
A surfista Tatiana Weston-Webb, que competiu grávida e retornou um mês após o parto, é um dos exemplos acompanhados pelo COB. Ela destaca a importância do acolhimento e do acompanhamento oferecido pela entidade para seu retorno seguro às competições.
"É muito positivo ver esse avanço e entender que estamos construindo caminhos mais estruturados para que outras mulheres possam viver a maternidade sem abrir mão de suas carreiras", afirmou Tati Weston-Webb.
A ginecologista do Time Brasil, Thatiana Parmigiano, uma das idealizadoras do projeto, explica que o objetivo é integrar confederações, equipes multidisciplinares e oferecer apoio psicológico e logístico.
Recentemente, a Lei 14.614/2023 assegurou que mães não percam o Bolsa Atleta durante a gravidez e até seis meses após o nascimento do filho, um avanço importante, segundo a psicóloga do esporte Clarice Medeiros, embora ainda insuficiente.
A nova abordagem também se reflete em iniciativas internacionais, como o "Maternity Wildcard" da World Surf League, que permite o retorno de surfistas ao circuito após a maternidade.