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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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SAÚDE PÚBLICA

Alerta Sanitário: SP pede para não usar produtos Ypê mesmo com recurso à Anvisa

Centro de Vigilância Sanitária de SP reitera orientação para não usar produtos Ypê, apesar de recurso da empresa que suspendeu proibição de fabricação e venda pela Anvisa. Risco à saúde dos consumidores é o principal ponto.

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Alerta Sanitário: SP pede para não usar produtos Ypê mesmo com recurso à Anvisa

O Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS) manteve o alerta para que consumidores não utilizem produtos da marca Ypê, mesmo após a empresa apresentar um recurso que suspendeu temporariamente a proibição de fabricação e venda determinada pela Anvisa. A recomendação sanitária permanece inalterada: quem possuir em casa itens dos lotes afetados deve evitar o uso.

A suspensão temporária da proibição pela Anvisa ocorreu após a Ypê apresentar um recurso. No entanto, o CVS-SP esclarece que a avaliação técnica sobre o risco à saúde dos consumidores continua mantida. O órgão reforça que o recurso da empresa segue os trâmites legais e será analisado pela Anvisa, mas que isso não altera, até o momento, a avaliação de risco decorrente da inspeção.

O alerta abrange lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes de lotes específicos da marca. O CVS-SP orienta que os consumidores que tiverem esses produtos em casa entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ypê para obterem orientações e providências.

A atuação dos órgãos de controle foi motivada por uma inspeção na fábrica da Ypê, entre 27 e 30 de abril, que apontou falhas graves nos processos produtivos. A Anvisa constatou descumprimentos em etapas críticas, com fragilidades nos sistemas de qualidade, indicando risco de contaminação microbiológica.

Essa preocupação sanitária tem histórico, com a detecção de contaminação por Pseudomonas aeruginosa em novembro do ano passado, uma bactéria que representa risco para pessoas com imunidade baixa.

Supermercados já foram orientados a separar os lotes afetados e não expô-los à venda. Relatos indicam que estabelecimentos comerciais já começaram a retirar os produtos das prateleiras e que consumidores enfrentam dificuldades para contatar o SAC da Ypê.

Fonte: O Globo

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