O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reagiu com ironia às críticas sobre os altos preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026. Durante a Conferência Global do Instituto Milken, em Beverly Hills, Infantino comentou os valores que chegam a ultrapassar US$ 2 milhões no mercado de revenda para a final do Mundial, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
"Se alguém comprar um ingresso por US$ 2 milhões, eu mesmo levarei um cachorro-quente e uma Coca-Cola para garantir que essa pessoa tenha uma ótima experiência", brincou o dirigente.
Infantino defendeu a política de preços da entidade, argumentando que os valores oficiais são compatíveis com grandes eventos esportivos americanos e que a revenda de ingressos nos EUA, permitida por lei, inflaciona os preços.
Ele afirmou que cerca de 25% dos ingressos da fase de grupos custarão menos de US$ 300, comparável ao preço de jogos universitários nos EUA.
A discussão sobre os preços ganhou destaque após mudanças nas regras de revenda no Canadá, com a Fifa alterando sua plataforma para impedir a revenda acima do valor original em Toronto, cumprindo nova legislação da província de Ontário.