O economista Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, o Chico Lopes, morreu nesta quinta-feira (7), aos 79 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo.
A morte foi confirmada pelo família na sexta-feira (8). Chico Lopes, ex-presidente interino do Banco Central (BC) e criador do Copom, foi um dos nomes mais respeitados do pensamento econômico brasileiro.
Formado pela UFRJ, mestre pela FGV e doutor por Harvard, Chico Lopes teve passagem pelo Ministério da Fazenda e foi diretor do BC entre 1995 e 1998. No início de 1999, assumiu a presidência interina do BC durante o governo Fernando Henrique Cardoso, período em que o Brasil enfrentou uma crise cambial.
Na sua curta gestão, Chico Lopes vivenciou a transição do regime de câmbio administrado para o flutuante e esteve envolvido na polêmica operação de socorro aos bancos Marka e FonteCidam, que resultou em prejuízo para o BC.
O Banco Central lamentou a morte do economista e destacou sua contribuição para a criação e institucionalização do Comitê de Moeda (Copom). O órgão, responsável pela definição da taxa básica de juros (Selic), confere previsibilidade, transparência e rigor técnico às decisões, segundo a nota do BC.
Chico Lopes foi professor da PUC Rio e da UnB, além de fundador da consultoria Macrométrica. Participou de discussões sobre planos anti-inflacionários e ajudou a consolidar o Plano Real.
O velório será realizado neste sábado (9) no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro, a partir das 13h. A cremação está marcada para as 16h. Chico Lopes deixa a esposa, Ciça Pugliese, três filhos e sete netos.