Microempreendedores individuais (MEIs) de baixa renda que atuam no turismo terão acesso a uma nova linha de crédito do governo federal. A iniciativa, batizada de 'Do Lado do Turismo Brasileiro', oferece juros reduzidos e carência de até seis meses para o início do pagamento. O anúncio foi feito pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, nesta quinta-feira (7), em Fortaleza, durante o 10º Salão do Turismo.
O programa é voltado para MEIs inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), o que beneficia trabalhadores em situação de vulnerabilidade social. Guias de turismo, motoristas, vendedores ambulantes, artesãos e outros profissionais da cadeia turística são o público-alvo.
"É uma política pública fundamental que pode transformar e mudar realidades, gerando renda para as famílias que mais precisam e proporcionando mais autonomia financeira a essas pessoas", afirmou o ministro Feliciano. Ele destacou que a linha de crédito visa facilitar o acesso ao sistema financeiro formal para trabalhadores informais e pequenos empreendedores que impulsionam o turismo no país.
Serão permitidos financiamentos de até R$ 21 mil por operação, com recursos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). O Ministério do Desenvolvimento Social disponibilizará inicialmente R$ 100 milhões para garantir as operações. Para ter acesso, os trabalhadores precisam estar inscritos no CadÚnico e no Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo.
As condições incluem juros de até 5% ao ano, mais o INPC, com prazo total de até 24 meses e carência de até seis meses. Inicialmente, o programa atenderá apenas MEIs da Região Nordeste, com planos de expansão para todo o Brasil.
Interessados devem manifestar interesse em um canal virtual do Banco do Nordeste (BNB) e passarão por uma entrevista com agente de crédito para análise do negócio. Os recursos podem ser usados para compra de equipamentos, máquinas, ferramentas e pequenas reformas.
MEIs ainda não formalizados e inscritos no CadÚnico também poderão abrir uma microempresa, registrar-se no Cadastur e solicitar o financiamento.
Fonte: Agência Brasil