A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sinaliza revisão nas regras de reajuste de planos de saúde coletivos. Dados recentes mostram uma diferença significativa entre os aumentos aplicados a contratos com até 29 usuários e os de maior porte. Os contratos menores registraram um reajuste médio de 13,48%, enquanto os maiores tiveram uma média de 8,71%.
A disparidade reforça a necessidade de mudanças na regulação, segundo Daniele Rodrigues, gerente da ANS. Atualmente, planos com poucos beneficiários são reajustados por meio de um sistema de pool, que agrupa todos os contratos desse modelo da operadora. A agência propõe ampliar esse agrupamento para incluir contratos por adesão no cálculo.
Os novos percentuais divulgados no painel da ANS indicam uma tendência de desaceleração nos reajustes desde 2023. A média geral de reajuste até fevereiro foi de 9,9%, inferior aos 10,96% registrados em 2025.