A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), defendeu nesta quinta-feira (7) que "tudo precisa ser investigado" após o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do partido, ser alvo de operação da Polícia Federal. A investigação apura supostos crimes envolvendo o Banco Master.
Em declarações a jornalistas no Senado, Cristina afirmou que, se há irregularidades, elas devem ser apuradas. "Também tem que dar o direito de ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações", disse a senadora.
A fala reflete a cautela de aliados de Nogueira, que evitaram uma defesa política imediata. A operação policial, parte da "Compliance Zero", cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador, focando em suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.
Conforme apurado, a ação era esperada após o vazamento de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e pessoas ligadas à investigação. Dirigentes partidários expressam preocupação com possíveis desdobramentos que possam atingir outros políticos.
A decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a operação, aponta Ciro Nogueira como suposto "destinatário central" de vantagens indevidas do banco. Um dos elementos centrais da investigação é uma emenda apresentada por Ciro em 2024, apelidada de "emenda Master", que visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Mensagens sugerem que a proposta foi elaborada dentro do banco.
A emenda, que não foi aprovada, buscava aumentar a proteção a investidores em caso de quebra de instituições financeiras.