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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ECONOMIA

STF decide futuro dos royalties do petróleo

Supremo Tribunal Federal retoma julgamento que pode mudar divisão dos royalties do petróleo e gás, impactando finanças de estados e municípios produtores. Rio de Janeiro e São Paulo alertam para perdas bilionárias.

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STF decide futuro dos royalties do petróleo

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira o julgamento que definirá a divisão dos royalties do petróleo e gás entre estados e municípios. A decisão impacta diretamente as contas públicas do Rio de Janeiro e de diversas prefeituras fluminenses.

Em disputa está a constitucionalidade de uma lei de 2012 que propõe uma nova distribuição da arrecadação. Atualmente, a legislação privilegia a União e os entes produtores. O Rio de Janeiro, maior produtor nacional, pode perder R$ 10 bilhões anuais com a mudança, segundo estimativas da Secretaria de Fazenda estadual. Em 2025, a arrecadação com royalties representou cerca de um quarto da receita líquida do estado.

Durante a sessão desta quarta-feira, o procurador do Rio, Gustavo Binenbojm, alertou para a "ruína financeira" que a nova distribuição traria ao estado e aos municípios. São Paulo também manifestou preocupação com a "perda abrupta de arrecadação" e risco de "colapso financeiro". A União, por sua vez, deixará de arrecadar R$ 9 bilhões ao ano, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU).

Estados não produtores defendem a redistribuição como uma forma de "distribuição de riqueza nacional" e de corrigir "desigualdades regionais". A lei de 2012 está suspensa por liminar do STF desde 2013. Caso a nova regra seja validada e com efeitos retroativos, a União poderia ter um gasto adicional de R$ 57,2 bilhões. Alguns municípios produtores, como Arraial do Cabo, dependem de royalties para até 70% de suas receitas.

A disputa judicial envolve cinco ações de inconstitucionalidade ajuizadas em 2012. A relatora é a ministra Cármen Lúcia, que suspendeu a lei em 2013.

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