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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

Robôs humanoides chegam à indústria impulsionados por IA

Robôs humanoides, estrelas na Hannover Messe, prometem transformar a indústria com inteligência artificial física, assumindo tarefas complexas e mudando o cenário de produção.

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Robôs humanoides chegam à indústria impulsionados por IA

Robôs humanoides chamaram a atenção na Hannover Messe, demonstrando habilidades que vão de tarefas simples a interações com o público. Essas máquinas representam o início da era da inteligência artificial física, prometendo revolucionar a indústria.

Especialistas preveem que os robôs humanoides, equipados com inteligência artificial avançada, mãos articuladas e capacidade de tomar decisões, ocuparão cada vez mais postos de trabalho nas linhas de produção. Eles já atuam em projetos-piloto em fábricas da BMW nos EUA e Alemanha, manipulando peças e montando veículos.

A nova geração de humanoides vai além da IA generativa, com capacidade de interagir com o mundo real, identificar objetos, reconhecer pessoas e se locomover. A velocidade do desenvolvimento foi destacada por Michael Nikolaides, vice-presidente sênior do Grupo BMW, que afirmou: "Os humanoides estão se desenvolvendo muito rapidamente com a IA e vão continuar aprendendo novas tarefas de forma exponencial. Estamos trazendo a ficção para a realidade de uma forma muito rápida".

Na Microsoft, Ulrich Homann destacou que os robôs serão menos dependentes de humanos, capazes de reagir a mudanças ambientais. A Amazon já utiliza humanoides em centros de distribuição para separação de mercadorias.

Atualmente, robôs humanoides são empregados em tarefas perigosas ou repetitivas. Sebastian Stukenborg, gerente de produtos do marketplace RBTX, aponta que a indústria ainda busca a aplicação ideal para essas máquinas, que hoje realizam funções pontuais ou de marketing.

O mercado de robôs humanoides deve atingir US$ 38 bilhões até 2035, com custos em declínio. A segurança na execução das tarefas programadas é um ponto crucial, segundo Stukenborg.

Rev Lebaredian, da Nvidia, acredita que a tecnologia para a IA física está disponível, mas a distribuição em larga escala ainda demandará tempo. A Microsoft desenvolve softwares que combinam visão e compreensão 3D para aprimorar a inteligência desses robôs, enfrentando o desafio de processar dados do mundo real.

A expectativa é que a IA física contribua para a qualidade de vida, especialmente em tarefas de risco, com potencial para reduzir acidentes de trabalho.

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