Ir para o conteúdo

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Parlamento Europeu crê em aprovação final de acordo com Mercosul

Parlamentares europeus se reúnem com Alckmin em Brasília para discutir acordo comercial. Pacto já reduz tarifas de 80% das exportações brasileiras, mas aguarda aprovação final do Parlamento Europeu.

Compartilhe
WhatsApp
Parlamento Europeu crê em aprovação final de acordo com Mercosul

Representantes do Parlamento Europeu se reuniram com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, em Brasília, para discutir os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O pacto, que entrou em vigor na semana passada, visa criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

A aplicação do tratado ainda depende de aprovação final do Parlamento Europeu, após análise jurídica que pode durar até dois anos. "Esperamos que a decisão do Tribunal de Justiça e, depois, a aprovação ou ratificação que se seguirá no Parlamento Europeu sejam positivas. Estou crendo que sim", afirmou o deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu.

O acordo já zerou tarifas de importação para mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa. Cerca de 93% dos produtos com tarifa zero nesta fase inicial são bens industriais, beneficiando a indústria nacional a curto prazo.

Alckmin destacou o equilíbrio do acordo e as salvaguardas para os setores produtivos. "O multilateralismo é importante e ganha a sociedade, que passa a ter acesso a produtos de melhor qualidade, com preços mais acessíveis, além do estímulo à competitividade. O acordo foi muito bem elaborado e tem salvaguardas. É um ganha-ganha", disse.

As cotas para produtos com tarifas reduzidas ou zeradas abrangem cerca de 4% das exportações brasileiras e 0,3% das importações, indicando que a maior parte do comércio ocorrerá sem limites de quantidade e com tarifas eliminadas.

O acordo envolve 31 países, 720 milhões de consumidores e um PIB somado superior a US$ 22 trilhões.

Leia também