Representantes do Parlamento Europeu se reuniram nesta quarta-feira (6) com o presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin, em Brasília. O encontro no Palácio do Planalto discutiu os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O pacto, que entrou em vigor na semana passada, estabelece uma das maiores áreas de livre comércio globais e já zerou tarifas para mais de 80% das exportações brasileiras ao continente europeu.
A aplicação do tratado, contudo, é provisória. O texto aguarda análise jurídica do Tribunal de Justiça da União Europeia, com previsão de conclusão em até dois anos. "Esperamos que a decisão do Tribunal de Justiça e, depois, a aprovação ou ratificação que se seguirá no Parlamento Europeu sejam positivas. Estou crendo que sim", afirmou o deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu.
Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução de tarifas beneficia inicialmente mais de 5 mil produtos brasileiros, com destaque para bens industriais, que representam 93% dos itens com tarifa zero. Alckmin ressaltou que o acordo foi elaborado com equilíbrio e salvaguardas para os setores produtivos, classificando-o como um "ganha-ganha".
O acordo envolve 31 países, 720 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões.