Representantes do Parlamento Europeu se reuniram com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, em Brasília, para discutir o acordo comercial Mercosul-União Europeia. A delegação demonstrou otimismo quanto à aprovação final do tratado, que visa criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.
O acordo, que entrou em vigor provisoriamente na semana passada, já zerou as tarifas de importação para mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Cerca de 93% dos produtos com tarifa zero nesta fase inicial são bens industriais, indicando um benefício imediato para a indústria nacional.
Geraldo Alckmin destacou o equilíbrio do acordo e a inclusão de salvaguardas para os setores produtivos. Ele ressaltou que o pacto é um "ganha-ganha", com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais acessíveis para a sociedade, além de estimular a competitividade.
O tratado comercial envolve 31 países, 720 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões. A análise jurídica pelo Tribunal de Justiça da União Europeia e a ratificação pelo Parlamento Europeu são os próximos passos, com expectativa de conclusão positiva.