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domingo, 18 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Médico legista estima agonia de Maradona em 12 horas antes da morte

Médico legista estima que Diego Maradona sofreu por cerca de 12 horas antes de morrer. Informação revelada em julgamento que apura responsabilidade da equipe médica. Profissionais de saúde são acusados de homicídio culposo.

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Médico legista estima agonia de Maradona em 12 horas antes da morte

Um dos médicos que realizou a autópsia de Diego Maradona estimou nesta quinta-feira (7) que o ídolo argentino sofreu por cerca de 12 horas antes de morrer em 2020. A informação foi revelada durante o julgamento que apura a responsabilidade da equipe médica que o atendeu no último mês de vida.

Carlos Casinelli, legista que examinou o corpo de Maradona, apresentou imagens da autópsia e afirmou que os achados, como derrame pleural bilateral e hipóxia, indicam uma agonia prolongada.

"Esses são indicativos de uma agonia prolongada, não repentina", declarou Casinelli, que também ressaltou a presença de 3 litros de líquido no abdômen do jogador, indicando retenção hídrica que durava mais de uma semana.

Outro médico que realizou a autópsia, Federico Corasaniti, já havia apontado sinais de agonia prolongada em depoimento anterior.

A acusação argumenta que a longa agonia sugere negligência por parte dos profissionais de saúde. A defesa contesta a informação e alega inocência.

O depoimento de Casinelli, acompanhado de fotos e vídeos da autópsia, levou Gianinna Maradona, filha do craque, a se retirar da sala. O edema no corpo de Maradona foi um ponto recorrente nos testemunhos dos especialistas.

Maradona morreu aos 60 anos, em 25 de novembro de 2020, vítima de edema pulmonar e parada cardiorrespiratória, após uma neurocirurgia bem-sucedida.

Sete profissionais de saúde enfrentam o julgamento por homicídio culposo, com pena que pode chegar a 25 anos de prisão. Um oitavo réu será julgado separadamente.

Esta é a segunda tentativa do sistema judiciário de esclarecer as circunstâncias da morte de Maradona, após o primeiro julgamento ser anulado em 2025.

Fonte: O Globo

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