Um dos médicos legistas que realizaram a autópsia de Diego Maradona estimou que o ídolo argentino sofreu por cerca de 12 horas antes de falecer em 2020. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (7) durante o julgamento que apura a responsabilidade da equipe médica que o acompanhou no período. Carlos Casinelli, legista, apresentou evidências como derrame pleural bilateral, anasarca e necrose tubular aguda, indicando hipóxia e uma agonia prolongada. Ele também apontou a presença de 3 litros de líquido no abdômen de Maradona, indicando retenção de líquidos que durava mais de uma semana. Outro médico que realizou a autópsia, Federico Corasaniti, já havia sugerido que sinais no coração de Maradona indicavam agonia prolongada. A acusação sustenta que a prolongada agonia sugere negligência por parte dos profissionais de saúde. Sete profissionais de saúde são julgados por homicídio doloso, com pena prevista de até 25 anos de prisão. Um oitavo réu será julgado separadamente. A defesa alega inocência e questiona a tese da agonia prolongada. O julgamento busca esclarecer as circunstâncias da morte de Maradona, que tinha 60 anos e faleceu em decorrência de edema pulmonar e parada cardiorrespiratória após uma neurocirurgia. Esta é a segunda tentativa de esclarecer o caso, após um primeiro julgamento ser anulado em 2025.
Fonte: O Globo