O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira (7) que as investigações sobre escândalos envolvendo o Banco Master ajudarão a esclarecer o papel do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus aliados.
Em coletiva de imprensa após palestra na Fundação Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, Haddad declarou que a população precisa conhecer a trajetória de Flávio Bolsonaro, seus mandatos, projetos aprovados, patrimônio e conexões.
"As investigações estão sendo aprofundadas sobre os escândalos que o governo desbaratou", disse Haddad, esperando que a campanha eleitoral aprofunde o debate sobre o caso Master. Ele defendeu o funcionamento das instituições, como a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público, para apurar para onde foi o dinheiro do banco e quais campanhas ele financiou.
Haddad mencionou que a gestão atual já identificou diretores corruptos no Banco Central e que parlamentares com envolvimento em beneficiar o Master estão sob investigação.
O ministro negou aumento de carga tributária no governo Lula e atribuiu o aumento de gastos a medidas tomadas na gestão anterior de Jair Bolsonaro (PL). Ele também reconheceu as dificuldades da esquerda em dialogar com a sociedade e a ascensão da extrema-direita, que inibe planos de longo prazo.
O petista também comentou o encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, classificando a expectativa como boa e destacando a capacidade de diálogo do presidente brasileiro.