O governo federal busca impulsionar o programa Desenrola Brasil 2.0, focado na renegociação de dívidas, com novos incentivos para os bancos participantes. A Medida Provisória 1355, que estabeleceu o programa com duração inicial de 90 dias, prevê a possibilidade de prorrogação, mas apenas para as instituições financeiras que demonstrarem o melhor desempenho. O critério de avaliação levará em conta o volume da carteira de crédito, o número de negociações efetivadas e o percentual de desconto oferecido aos clientes, superando o mínimo exigido.
O Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que a divulgação detalhada dos critérios de desempenho ocorrerá após o programa ter rodado por um período, evitando que os bancos ajustem seus sistemas antecipadamente. "Nós queremos fazer uma mescla entre o volume proporcional da carteira daquela instituição, o volume que ela conseguiu efetivar e o percentual de desconto acima do mínimo", afirmou Ceron.
Outro estímulo para os bancos é a redução da exigência de provisionamento – reserva de recursos para cobrir eventuais perdas. Operações renegociadas no Desenrola com a garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) terão a necessidade de provisionamento reduzida de 45% para cerca de 5%, seguindo a mesma regra de operações de crédito imobiliário com garantia real. Essa medida visa aumentar o apetite dos bancos para renegociar as carteiras devedoras.
A proteção do FGO cobre o valor total das operações, com um limite de 50% da carteira de crédito do banco nessa modalidade. Isso exige que os bancos atuem ativamente para reduzir a inadimplência e garantir a qualidade do crédito, alinhando os interesses das instituições com os dos consumidores em busca de melhores descontos e condições de pagamento.