O governo federal busca impulsionar o programa Desenrola Brasil, de renegociação de dívidas, com novos incentivos para os bancos. A ideia é que as instituições financeiras ofereçam descontos mais vantajosos aos consumidores, em troca de benefícios futuros.
A principal novidade é a possibilidade de prorrogação do programa, mas apenas para os bancos com melhor desempenho. Os critérios de avaliação ainda serão definidos pelo Ministro da Fazenda, Dario Durigan, e levarão em conta o volume de operações, o número de acordos fechados e o percentual de desconto concedido.
"Nós queremos fazer uma mescla entre o volume proporcional da carteira daquela instituição, o volume que ela conseguiu efetivar e o percentual de desconto acima do mínimo. Esse é o critério de desempenho", explicou o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
Outro estímulo importante é a redução da exigência de provisionamento. Operações renegociadas no Desenrola e com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) terão a necessidade de reserva de recursos contra perdas reduzida de 45% para cerca de 5%. Isso aumenta a capacidade dos bancos de conceder crédito.
A medida visa garantir que os bancos não operem apenas com os descontos mínimos, incentivando uma maior participação e melhores condições para os cidadãos. O governo espera que a concorrência entre as instituições resulte em ganhos significativos para os consumidores.