O governo federal busca impulsionar o programa Desenrola Brasil 2.0, focado na renegociação de dívidas, com novos incentivos para atrair a participação ativa dos bancos. A principal novidade é a possibilidade de prorrogação do programa, mas apenas para as instituições financeiras que apresentarem o melhor desempenho na renegociação.
A estratégia visa motivar os bancos a oferecerem descontos mais expressivos e a ampliarem o volume de operações. Segundo Rogério Ceron, secretário executivo do Ministério da Fazenda, os critérios de desempenho levarão em conta o volume proporcional da carteira de crédito da instituição, o número de acordos fechados e o percentual de desconto concedido, que deve superar o mínimo exigido.
"Nós queremos fazer uma mescla entre o volume proporcional da carteira daquela instituição, o volume que ela conseguiu efetivar e o percentual de desconto acima do mínimo. Esse é o critério de desempenho", afirmou Ceron. Os detalhes dos critérios serão divulgados após o programa iniciar sua operação, para evitar que os bancos ajustem seus sistemas antecipadamente.
Outro estímulo importante é a redução da exigência de provisionamento. Operações renegociadas no Desenrola e protegidas pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) terão a necessidade de reserva de recursos contra perdas reduzida de 45% para cerca de 5%. Essa medida, que também se aplica a outros créditos com garantias de fundos governamentais, aumenta a capacidade dos bancos de conceder novos empréstimos.
A proteção do FGO cobre o valor total das operações, mas com um limite de 50% da carteira de crédito do banco nesta modalidade. Isso incentiva as instituições a manterem um baixo nível de inadimplência, melhorando a qualidade do crédito oferecido.