As Artes Marciais Históricas Europeias (Hema) revivem técnicas de combate da Idade Média e Renascença, atraindo praticantes no Brasil e na Argentina. O esporte, que combina pesquisa histórica e exigência física, utiliza espadas, sabres e outras armas baseadas em manuais antigos, mas com equipamentos de proteção modernos.
Eventos como o Torneio Nacional de Esgrima Histórica em São Paulo e aulas abertas no Rio de Janeiro demonstram o crescimento da modalidade. A Hema se diferencia por ser um sistema reconstruído a partir de tratados de mestres como Fiore dei Liberi e Johannes Liechtenauer, exigindo dos praticantes a interpretação e aplicação dessas técnicas.
A internet, especialmente plataformas como a Wiktenauer, foi crucial para o ressurgimento global da Hema a partir dos anos 2000, permitindo o intercâmbio de manuais e o desenvolvimento de grupos de entusiastas. A espada longa é uma das armas mais populares, mas o repertório inclui sabres e a combinação espada e broquel.
Na Argentina, a academia Vincere, fundada por Marcos Rodríguez Peluso, é pioneira. No Brasil, a Associação Brasileira de Esgrima Histórica (Abeh) tem organizado torneios e pesquisas desde 2023. Após a pandemia, novos clubes surgiram, impulsionando a prática.
O treinamento envolve aquecimento, estudo e interpretação de fontes históricas, culminando em combates controlados onde a técnica é validada. Equipamentos de proteção como máscaras, jaquetas e luvas garantem a segurança. Além dos benefícios físicos e mentais, como coordenação e estratégia, a Hema promove um forte senso de comunidade e pertencimento entre seus praticantes.