O cantor Ed Motta se envolveu em uma briga em um restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, no último sábado. O desentendimento, que envolveu o arremesso de uma cadeira, teve como estopim a cobrança da taxa de rolha, valor cobrado por estabelecimentos para permitir que clientes consumam bebidas trazidas de fora.
Segundo o restaurante Grado, a confusão começou após a negativa de cortesia da taxa de rolha para o grupo de Ed Motta. O estabelecimento alega que uma cadeira foi arremessada contra um garçom. Em sua versão, Ed Motta admitiu ter se descontrolado e jogado uma cadeira no chão, mas negou ter mirado em um funcionário. Ele também relatou ter se irritado com a cobrança, pois é cliente antigo do local e nunca havia sido cobrado.
A taxa de rolha é regulamentada no Rio de Janeiro pela Lei Municipal nº 9.270/2026. A legislação permite a cobrança, mas não a obriga, e exige transparência por parte dos estabelecimentos. A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) e o SindRio reforçam que a informação sobre a taxa e seus custos deve ser clara para o consumidor.
A polêmica reacende o debate sobre a prática, que visa cobrir custos de serviço como taças, abertura de garrafas e atendimento especializado. A decisão de cobrar, isentar ou proibir a taxa é do estabelecimento, desde que devidamente informada.