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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

INVESTIGAÇÃO

Ciro Nogueira tem restrições menores na Operação Compliance Zero

Senador Ciro Nogueira, figura de destaque na Operação Compliance Zero, enfrenta menos restrições que outros alvos. PF pede que Nogueira não tenha contato com investigados e residência é alvo de busca. Medidas mais severas, como prisão e monitoramento, foram aplicadas a outros envolvidos.

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Ciro Nogueira tem restrições menores na Operação Compliance Zero

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, mas com menos restrições que outros investigados. A Polícia Federal solicitou ao ministro do STF, André Mendonça, que Nogueira não possa ter contato com outros alvos da operação. Sua residência também foi revistada.

As medidas impostas a outros investigados são mais severas. Felipe Cançado Vorcaro foi preso, enquanto Raimundo Neto Nogueira Lima e Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho estão proibidos de sair do país e sob monitoramento eletrônico.

Nogueira, que também foi ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro, é suspeito de ter ligação com núcleos empresariais e financeiros da organização criminosa investigada. A PF alega que o senador tem capacidade de influenciar a investigação, dado seu poder político e proximidade com outros envolvidos.

A polícia justifica as restrições ao senador pela necessidade de evitar o alinhamento de versões e a troca de informações sensíveis. A proibição de contato visa unicamente proteger a investigação, sem impor limitações excessivas à liberdade do investigado.

Um dos casos citados na operação é a proposta de alteração na cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), conhecida como "emenda Master". A emenda, sugerida por Nogueira, visava aumentar a cobertura de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF, o que poderia ter elevado o rombo do FGC para além dos R$ 60 bilhões já constatados.

A operação também aponta que projetos de lei foram encontrados na residência do senador para revisão, antes de serem devolvidos a um servidor ligado a ele. A prática de lobby, com a apresentação de projetos e emendas inteiras a parlamentares, é comum e pode levar a investigações como a Compliance Zero.

Fonte: O Globo

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