O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7 de maio de 2026), em investigação que apura suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Em março deste ano, Nogueira afirmou que renunciaria ao mandato caso surgisse alguma denúncia comprovada contra ele.
As investigações, que fazem parte da Operação Compliance Zero, apontam o senador como suposto "destinatário central" de vantagens indevidas ligadas ao banco. Mensagens apreendidas pela PF indicam que uma emenda apresentada por Nogueira em 2024, conhecida como "emenda Master", que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, teria sido elaborada dentro do Banco Master. Daniel Vorcaro, dono da instituição, comemorou a apresentação da proposta em conversa com Nogueira, afirmando que o texto "saiu exatamente como mandei". A emenda, no entanto, não foi aprovada.
Na época em que as primeiras revelações sobre a relação entre Nogueira e Vorcaro vieram à tona, o senador tentou desvincular sua trajetória política das investigações contra o banqueiro. "O CPF dele é um, o meu é outro. O que vai nortear a minha trajetória de vida é a minha história", declarou Nogueira em março. Ele reforçou que, se houvesse alguma denúncia comprovada, renunciaria ao mandato para "olhar o povo da minha terra olho no olho".