Representantes do Parlamento Europeu reuniram-se com o presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin, em Brasília, para discutir os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O bloco europeu manifestou confiança na aprovação final do tratado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia e pelo próprio Parlamento, apesar de o processo poder levar até dois anos.
O acordo, que entrou em vigor na semana passada, cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Estima-se que mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa já se beneficiam da tarifa de importação zerada, com foco em bens industriais, alimentos e matérias-primas. O presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu, deputado português Hélder Sousa Silva, expressou otimismo quanto ao desfecho jurídico e ratificação do pacto.
Geraldo Alckmin ressaltou o equilíbrio do acordo e a existência de salvaguardas para os setores produtivos brasileiros. Ele destacou os benefícios do multilateralismo, como o acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais acessíveis, além do estímulo à competitividade, classificando o pacto como um "ganha-ganha".
O tratado comercial envolve 31 países, 720 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões. As negociações definiram cotas para algumas mercadorias, mas a maior parte do comércio bilateral ocorrerá com tarifas reduzidas ou zeradas, sem limites de quantidade.