Ir para o conteúdo

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA INTERNACIONAL

Acordo Mercosul-UE: europeus confiam em aprovação final

Otimismo marca encontro em Brasília sobre acordo comercial que já zerou tarifas de mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa. Aprovação final depende de análise jurídica e ratificação do Parlamento Europeu.

Compartilhe
WhatsApp
Acordo Mercosul-UE: europeus confiam em aprovação final

Representantes do Parlamento Europeu expressaram otimismo quanto à aprovação final do acordo comercial com o Mercosul. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (6), em Brasília, com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin.

O acordo, que visa criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, entrou em vigor na semana passada. O principal objetivo é reduzir tarifas sobre produtos brasileiros exportados para a Europa.

A aplicação do tratado, no entanto, ainda depende de aval do Tribunal de Justiça da União Europeia e posterior ratificação pelo Parlamento Europeu, um processo que pode levar até dois anos.

“Esperamos que a decisão do Tribunal de Justiça e, depois, a aprovação ou ratificação que se seguirá no Parlamento Europeu sejam positivas. Estou crendo que sim”, afirmou o deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu.

Estima-se que, com o acordo, mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa já tiveram a tarifa de importação zerada. Isso abrange mais de 5 mil produtos, incluindo bens industriais, alimentos e matérias-primas, aumentando a competitividade brasileira no mercado internacional.

Geraldo Alckmin destacou que o acordo foi elaborado com equilíbrio e salvaguardas para os setores produtivos. “O multilateralismo é importante e ganha a sociedade, que passa a ter acesso a produtos de melhor qualidade, com preços mais acessíveis, além do estímulo à competitividade. O acordo foi muito bem elaborado e tem salvaguardas. É um ganha-ganha”, disse.

O pacto comercial envolve 31 países, 720 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões.

Leia também