Muitos brasileiros que esperavam renegociar suas dívidas pelo Novo Desenrola Brasil 2.0 enfrentam dificuldades para acessar o programa. Lançado na segunda-feira, o Desenrola 2.0, que oferece descontos e refinanciamentos com garantia do governo, tem gerado frustração entre os consumidores, que relatam os problemas nas redes sociais. Bancos ainda não informam claramente como e quando o acesso será ampliado.
O programa tinha previsão de início das renegociações para a última segunda-feira, mas entraves burocráticos atrasaram as operações. Embora as negociações tenham começado após as 18h do mesmo dia, muitos cidadãos ainda não conseguiram propostas de renegociação. Diferentemente da primeira versão, o Desenrola 2.0 não conta com uma plataforma governamental; os interessados devem procurar diretamente os bancos. Contudo, relatos indicam que os canais de atendimento de diversas instituições financeiras informam que o programa ainda não está disponível para todos os clientes.
Brenda Safra, 25 anos, relatou ao GLOBO que tenta aderir ao programa desde segunda-feira. Sua dívida inicial de R$ 4 mil no cartão de crédito Nubank, devido ao desemprego, escalou para R$ 16 mil. O Nubank informou que o acesso ao Desenrola 2.0 está sendo estendido "aos poucos", sem previsão exata de liberação para todos.
A situação se repete em outras instituições. Clientes do Bradesco e Banco do Brasil também relatam dificuldades em acessar o programa ou encontrar propostas com os descontos prometidos (de 30% a 90%). No caso do Desenrola Fies, clientes da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil informam que ainda não há informações claras sobre o funcionamento do programa ou que os canais de negociação não estão disponíveis.
Especialistas financeiros apontam o Desenrola 2.0 como uma oportunidade para reorganizar as finanças, mas ressaltam a importância de planejar e ter clareza sobre as dívidas para se beneficiar do programa.