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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA

BC compra dólar futuro pela 1ª vez em 10 anos e sinaliza mais intervenções

Banco Central realiza primeira compra de dólar futuro em 10 anos para reduzir estoque de swaps e conter valorização do real. Analistas preveem mais intervenções.

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BC compra dólar futuro pela 1ª vez em 10 anos e sinaliza mais intervenções

O Banco Central interveio no mercado de câmbio nesta quarta-feira com a primeira compra de dólar futuro em uma década. A operação, vista pelo mercado como um passo para reduzir o estoque de swaps cambiais, reforça a expectativa de novas atuações da autoridade monetária.

Analistas apontam que o desempenho expressivo do real, que acumula alta de 11% no ano, é um dos fatores que impulsionam a moeda brasileira. Juros elevados, preocupações com a inflação global e captações externas recentes também contribuem para a valorização.

O dólar atingiu a mínima de R$ 4,88 nesta quarta-feira, fechando o dia a R$ 4,92 após a ação do BC. A intervenção, no valor de US$ 500 milhões em swap reverso, foi elogiada por especialistas como uma estratégia eficaz para absorver o excesso de oferta de dólares.

Com a operação, o BC dá continuidade à redução de seu estoque de swaps, que atualmente é de US$ 95,75 bilhões. Desde que Nilton David assumiu a diretoria de Política Monetária, o estoque já recuou mais de US$ 7 bilhões.

A autoridade monetária também tem deixado vencer contratos de swaps tradicionais e linhas de dólar à vista com compromisso de recompra, reduzindo gradualmente sua exposição.

Especialistas como Alejandro Cuadrado, do BBVA, e Daniel Balaban, da XP, veem a ação como uma sinalização de que o BC aproveitará a força do real para continuar a reduzir sua posição em derivativos cambiais.

A última vez que o BC realizou compras de dólar futuro em larga escala foi em 2016, durante a gestão de Ilan Goldfajn. Na época, a estratégia foi interrompida após a eleição de Donald Trump nos EUA.

Analistas como Daniel Manso, da Warren Rena, e Alfredo Menezes, da Armor Capital, preveem que o BC manterá uma postura ativa, intervindo conforme o real apresentar desempenho superior em relação a outras moedas emergentes, mas sem promover atuações abruptas.

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