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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Presidente do TST anuncia corte de salário para juízes faltosos em palestras remuneradas

Luiz Philippe Veira de Mello Filho, presidente do TST, anuncia que faltas de ministros para palestras remuneradas serão descontadas do salário. Medida visa coibir conflito de interesses e lucros indevidos.

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Presidente do TST anuncia corte de salário para juízes faltosos em palestras remuneradas

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Veira de Mello Filho, anunciou nesta segunda-feira (5) que os salários de ministros que se ausentarem do tribunal para dar palestras remuneradas terão os dias de falta descontados. A medida visa coibir a prática de magistrados que, segundo o presidente, lucram com cursos sobre como atuar na Corte.

Em entrevista ao jornal 'O Estado de S. Paulo', Veira de Mello Filho afirmou que a prática é 'completamente conflituosa', pois cria uma proximidade indevida entre alguns advogados e ministros, enquanto a maioria da advocacia não tem condições de arcar com os custos desses eventos.

O presidente do TST defende a regulamentação da atividade por um código de conduta, com transparência para que as partes em processos possam expressar o desejo de não ter seus casos julgados por juízes com potencial conflito de interesses. Ele ressaltou que não pretende proibir a realização de cursos e palestras com finalidade acadêmica, institucional ou pedagógica, mas que faltas não justificadas para atividades remuneradas sem esse caráter serão descontadas.

A declaração surge em meio a um embate entre Veira de Mello Filho e o ministro Ives Gandra Filho sobre a autoria de uma divisão entre juízes 'azuis' e 'vermelhos' no tribunal. Veira de Mello Filho explicou que fez referência a uma expressão usada por Gandra Filho em uma palestra paga, e que sua intenção foi defender a Justiça do Trabalho de ameaças, não participar de eventos pagos.

Gandra Filho, por sua vez, admitiu a existência de diferentes visões sobre o direito do trabalho no tribunal, mas criticou o que chamou de 'juízo moral' do presidente do TST sobre a classificação de juízes. Ele defendeu a autocrítica como forma de fortalecer a Justiça do Trabalho.

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