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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA INTERNACIONAL

Lula busca apoio internacional em encontro com Trump diante de crise no Congresso

Presidente Lula busca reforçar imagem internacional em encontro com Donald Trump, em meio a turbulências políticas internas e crise com o Congresso.

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Lula busca apoio internacional em encontro com Trump diante de crise no Congresso

O Presidente Luiz Inácio Lula Silva se reunirá com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7) em busca de reforçar sua imagem internacional e demonstrar força política. O encontro ocorre em um momento delicado para o governo brasileiro, marcado por uma crise sem precedentes com o Congresso Nacional.

A reunião, agendada na semana passada após conversa telefônica entre os líderes, visa contrapor a narrativa de enfraquecimento de Lula após a rejeição de seu indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado. Pela primeira vez em 132 anos, um nome escolhido pelo presidente foi vetado pela Casa, o que levou a oposição a declarar o fim do governo e classificar Lula como um "pato manco", termo usado para presidentes com baixo capital político.

Lula pretende usar a visita para mostrar prestígio internacional, apesar do revés interno. Há também a expectativa de que o encontro desvie o foco da crise política interna, especialmente após a atuação do Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contra o indicado presidencial.

O presidente brasileiro também busca neutralizar as movimentações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RS), que tem se apresentado como aliado de Trump em sua campanha. Flávio Bolsonaro participou da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) no Texas em março, onde pediu atenção às eleições brasileiras e pressão diplomática para o funcionamento das instituições.

Na CPAC, Flávio também destacou o Brasil como solução para a dependência americana de minerais críticos, especialmente terras-raras, da China. Com a reunião, Lula objetiva demonstrar sua boa relação com Trump e projetar-se como um estadista respeitado internacionalmente.

Entre os temas a serem discutidos estão a guerra contra o Irã e o tarifaço sobre exportações brasileiras. Em fevereiro, a Suprema Corte americana anulou a tarifa de 50% imposta por Trump a produtos brasileiros, mas o governo americano mantém a investigação sobre supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil e da China.

Outro ponto na agenda é a possível classificação das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA. Autoridades brasileiras temem que tal medida afete a soberania nacional. O Departamento de Estado americano já manifestou preocupação com facções criminosas como ameaça à segurança regional.

A cooperação no combate ao crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e intercâmbio de dados financeiros, também será abordada. Além disso, Lula e Trump discutirão a exploração de minerais críticos, com os EUA convidando o Brasil a integrar uma coalizão internacional para garantir o fornecimento e refino de insumos como lítio, cobre e terras raras.

A situação política da Venezuela e seu impacto na América do Sul também compõem a pauta. Lula é crítico da intervenção militar americana que levou à prisão do ditador Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, e à posse interina de sua vice, Delcy Rodríguez, com apoio dos EUA.

Fonte: O Globo

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