O dólar atinge menor cotação em 27 meses, a R$ 4,91 fecha o pregão desta terça-feira a R$ 4,912, o menor valor em dois anos e três meses. A moeda brasileira registrou a maior valorização entre as 31 moedas mais líquidas frente ao dólar no dia.
O patamar de R$ 4,91 não era visto desde o fim de janeiro de 2024. O economista-chefe da Porto Asset, Filipe Sichel, atribui a queda à alta do petróleo, que favorece os termos de troca do Brasil, e ao cenário global de maior apetite ao risco.
“Isso está associado a um desenvolvimento de termos de troca que ajudam a sustentar o câmbio apreciado, à medida que o preço do petróleo sobe, sustenta os nossos termos de troca, o que ajuda a apreciar a moeda”, explicou Sichel.
A ata do Copom, que sinaliza juros restritivos por mais tempo, também contribui para a atração de capital estrangeiro via 'carry trade'. A taxa Selic, em 14,5%, ainda é considerada rentável para investidores globais, especialmente quando comparada à taxa de juros americana, que varia entre 3,5% e 3,75%.